Termoterapia: entenda como funciona a técnica

Daniel Navas

A termoterapia ajuda no tratamento de contusões, dores musculares e processos inflamatórios

Existem dois tipos de termoterapia: a hipertermoterapia (que usa o calor) e a crioterapia (que usa o frio). © iStockphoto.com/Anetlanda


A termoterapia, técnica utilizada para fins estéticos e medicinais, utiliza o calor ou o frio para tratar certos males. O procedimento pode ser dividido em superficial e profundo.

“O primeiro caso é o aquecimento da superfície da pele e do tecido subcutâneo por compressas, por exemplo. Neste caso, é usado para efeito de analgesia, podendo ser realizado em casa”, conta Sueli Szterling, esteticista e diretora do Espaço Kurma, em São Paulo.

Já a termoterapia profunda atinge camadas mais densas como músculos e tendões, através do ultrassom, por exemplo. É utilizado principalmente para cicatrização tecidual e obtenção de relaxamento mais profundo. 

Hipertermoterapia

A técnica pode ser aplicada por fisioterapeutas, nos casos de contraturas musculares, rigidez, contusões, processos inflamatórios, dores musculares e após um esporte intenso.

As esteticistas também podem realizar a técnica para combater a celulite, gordura localizada e flacidez. A termoterapia possui duas versões: a hipertermoterapia, que usa o calor, e a crioterapia, que utiliza temperaturas mais baixas. No primeiro tipo, as fontes de calor podem ser por contato, onde há uma troca de energia, como por exemplo, compressas, bolsas de água e pedras. 

A hipertermoterapia também pode ser feita por radiação eletromagnética. “Neste caso, a energia é convertida em calor. É o caso das lâmpadas infravermelhas, aparelhos de micro-ondas e radiofrequência e ultrassom. Estes últimos são utilizados com frequência na estética”, explica Sueli. 

Vapores quentes também são utilizados na técnica. Um exemplo disso é a sauna, que promove um aumento da temperatura corporal, resultando no suor e consequentemente a eliminação de toxinas.

“O calor atua ao relaxar os músculos e facilitar a circulação através da vasodilatação, o que acalma e diminui a dor, impedindo o edema local, além de aumentar o aporte de oxigênio e nutrientes das células”, aponta Dayanne Alves, profissional de estética da Clínica Dr. Hollywood, no Rio de Janeiro.

Crioterapia

Já a crioterapia, que é o tratamento térmico através do frio, tem efeito de vasoconstrição, sendo utilizada em processos inflamatórios agudos. Para que tenha resultado, porém, a temperatura deve ser abaixo de 26 graus a fim de diminuir o fluxo sanguíneo e todo o processo inflamatório que estiver em ação no organismo.

“O frio age pela contração dos vasos sanguíneos, diminuindo a dor local e impedindo a formação de hematomas e abscessos. Em certos tipos de ferimentos abertos, a crioterapia ajuda a controlar a hemorragia”, afirma Dayanne. 

Conselhos para fazer em casa

Antes de fazer uso da termoterapia, é preciso lembrar que temperaturas muito elevadas podem provocar queimaduras na pele. Outro ponto importante é a necessidade de repor a fonte de calor, que em geral se se dispersa rápido.

O ideal é buscar orientação profissional qualificada para saber o tempo de aplicação de cada técnica. E por conta do relaxamento muscular provocado por essa terapia, é importante ter cuidado com os movimentos nas áreas que passaram pelo procedimento para não causar lesões na musculatura. 

No caso da crioterapia, a única ressalva envolve a temperatura que deve estar entre 26 e 15 graus.

Contraindicações

Exitem alguns casos em que a termoterapia é contraindicada. São eles:

  • Febres muito altas: quando a temperatura do corpo já está alta, aplicar uma fonte de calor intensifica a febre, pois aumenta a vasodilatação. Neste caso é aconselhado o uso da crioterapia.
  • Tumores:  não é indicado a terapia quente ou fria, pois como estimulam o metabolismo, podem acelerar o crescimento dos tumores.
  • Lesões na região: não se deve aplicar a termoterapia em áreas do copo lesionadas.
  • Período menstrual: pode-se usar bolsa de água quente para aliviar as cólicas menstruais, porém, é importante saber que o calor dilata os vasos sanguíneos, o que pode provocar o aumento do fluxo menstrual.

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