Por que o desejo sexual diminui com a chegada do filho?

A maternidade pode atrapalhar a rotina de sexo do casal, portanto, é preciso adaptar-se  e criar novos hábitos para não comprometer a vida a dois

©  Arte/ARevistaDaMulher


Dúvida da leitora: Porque o desejo por sexo acaba quando a mulher ganha bebê? E como faz para esse desejo voltar novamente?
 
Os cuidados com o bebê, principalmente nos primeiros seis meses de vida, ainda sobrecarrega as mulheres. Claro que isso varia de cultura para cultura. Mas mesmo com a maior  participação dos homens nos cuidados com os recém-nascidos, a amamentação já deixaria a balança desfavorável para as mulheres.

Uma criança saudável mama de 2 a 3 horas, troca fralda a cada uma hora e dorme pouco mais de duas horas durante estes intervalos. Estes fatores, aliados ao aspecto de haver uma concentração extrema nos cuidados com a  criança, levam muitos casais à exaustão e, consequentemente, à falta de libido.

Portanto, não sobra espaço (nem tempo) para o casal, principalmente a mulher, pensar em sexo. Enquanto há casais que lidam com esta realidade de forma mais serena, cientes de que trata-se de uma fase e que, depois, poderá voltar a ter sexo no casamento, também há os casos extremos.

Casos extremos

A psicanálise aponta os problemas mais comuns que causam a  diminuição do desejo com a chegada do bebê. Nas mulheres, o prazer da amamentação sublimaria o desejo pelo sexo. No homem, o afastamento ocorre um pouco pelo ciúme do filho, por enxergar o bebê como um “culpado” pelo afastamento de sua parceira.

Para esses casos, deve-se procurar ajuda terapêutica. Mas mesmo que o casal não chegue aos extremos, é preciso ter a consciência que a vida sexual vai mudar. E não apenas nos primeiros meses do filho, mas para vida toda.

Com nova rotina, o sexo volta para casa

É muito comum as crianças mais crescidas querem dormir na cama dos pais e isso deve ser evitado. A mulher também tem uma tendência a reprimir seu prazer com receio de se distrair, caso o filho precise dela durante a noite.

Então, é preciso, primeiro de tudo, entender que este fenômeno de queda de frequência de relação sexual é comum e legítimo quando os filhos chegam. O que não pode é perdurar para toda a vida. É preciso criar novos hábitos para promover a intimidade do casal.

Definir horários para que os filhos durmam, acostumar-se a deixar as crianças com alguém de confiança (avós, tios, na casa de amiguinhos) e mantê-los dormindo em seus próprios quartos são algumas medidas simples, mas bastante eficazes para fazer deste afastamento sexual algo transitório e não definitivo.
 
Também tem alguma dúvida sobre sexualidade? Envie suas perguntas para o Dr. Marino Pravatto Júnior através do email redacao@arevistadamulher.com.br

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