"Transei com um desconhecido": 3 histórias reais vividas por mulheres ousadas

Ana Paula Cardoso

Quando o desejo supera o pudor, ir para a cama com um estranho pode tornar-se uma experiência muito excitante. E sem culpa

Transar com um desconhecido pode ser muito excitante. © iStockphoto.com


Numa sociedade cheia de desequilíbrio na igualdade de gêneros, transar sem compromisso continua a assombrar muitas mulheres. Embora o desejo não faça distinção de gênero, o comportamento sexual feminino ainda é regido por uma certa repressão.

Diante deste contexto um tanto perverso, o que seria uma simples e encorajadora aventura para um homem, acaba ganhando conotação de transgressão  para as mulheres.

Um desconhecido na cama

Mas nem tudo está perdido. Neste mundo machista e um tanto opressor, há mulheres que rompem as barreiras das imposições sociais desequilibradas e deixam seus desejos aflorarem. 

E, por sorte, também há cavalheiros que rejeitam o rótulo de machões e enxergam essas mulheres como rainhas, dignas de respeito, colocando-se na posição de súditos dos prazeres femininos. Ao menos é o que nos confirmam 3 mulheres que permitiram-se ter relações sexuais com desconhecidos e não se arrependeram.

Cada história, relatada com exclusividade para A Revista da Mulher, traz uma carga de desmitificação do certo ou errado e de confirmação de que sexo, desde que feito com o consentimento dos envolvidos, é sempre um grande prazer. 

Os nomes não foram revelados a pedido delas. Veja a seguir três excitantes situações reais de sexo com desconhecido.

Três histórias reais de sexo com desconhecido 

Primeiro avião rumo ao sexo oral

"Eu tinha 18 anos e fui fazer uma entrevista de trabalho em São Paulo, porque a sede da empresa era lá (eu morava no Rio). Estava muito empolgada, era a primeira vez que viajava de avião e havia a excitação normal de uma primeira vez e também pela expectativa do novo trabalho. 

Tudo correu bem, recebi resposta positiva já no fim da entrevista. Voltei muito mais motivada e, na fila para entrar no avião, reparei um homem de uns 40 anos, muito bonito, portando um terno impecável. Nos olhamos mas ficou nisso. 

Naquela época havia divisão de classes na ponte aérea e mal o avião fechou as portas, a comissária se dirigiu a mim: "A senhora foi convidada a sentar-se na primeira classe, gostaria de me acompanhar?". Nem hesitei e quando cheguei o homem charmoso me esperava com um flut de champanhe. 

Conversamos e ele me beijou. Ao descermos do avião ele perguntou se eu não gostaria de ter uma noite íntima com ele, expliquei que não podia dormir fora de casa (naquele tempo não havia celular e eu morava com meus pais). Ele me levou a um motel e lá pediu se eu poderia 'beijar seu sexo'. 

Eu só tinha tido uma única experiência sexual na vida, com o namorado com o qual perdi a virgindade. Mas o namoradinho era tão jovem quanto eu e nunca fizemos sexo oral um no outro. Fui sincera e disse ao homem que eu jamais havia feito. 

Acho que aquilo o excitou mais ainda e ele me perguntou se eu gostaria de experimentar. Disse que sim e ele me deu uma verdadeira aula de como dar prazer a um homem com a boca. Até hoje acho que lhe devo o gosto por e a habilidade para este tipo de prática sexual" P. 48 anos

Na rua, na chuva, na cama

"Foi em uma viagem à Turquia. Começou a chover em Istambul e eu entrei correndo numa loja de doces. Um rapaz estava parado na porta e puxou assunto comigo. Como eu não falava a língua, ele puxou assunto em inglês. Não dei muito papo e fui pagar os doces que tinha comprado. O rapaz do caixa disse que já estavam pagos e eu quis saber por quem, mas não consegui saber. 

Saí da loja mesmo debaixo de chuva e quando estava numa rua um pouco deserta ouço uma voz perguntando se eu não iria lhe oferecer um doce. Fiquei muito assustada e ameacei gritar se ele não fosse embora. Ele fez uma cara de quase de choro e pediu muitas desculpas, disse que tinha apenas me achado bonita e gostaria de conversar comigo. Me convidou para um vinho mas não aceitei. 

Vi que havia uma delegacia na esquina onde me encontrava e relaxei. Continuei a conversar com ele por meia hora, abrigados debaixo de uma marquise. Até que a chuva parou e eu fui me despedir. Ao darmos um beijo no rosto, ele me beijou na boca. Estávamos molhados de chuva e senti uma excitação inexplicável.

Já estava quase transando com ele no meio da rua, por isso decidi levá-lo até o apartamento que eu alugara e, antes de subir, o revistei e tirei uma foto, enviando a um amigo por precaução. Ele achava tudo engraçado. O desconhecido me proporcionou orgasmos múltiplos e ele mesmo ejaculou cinco vezes em um período de 8 horas em que ficamos juntos. Nunca mais nos encontramos e não me arrependo nem um pouco de ter feito esta loucura". A. 36 anos.

Muranos do prazer 

"No bar do restaurante, aguardava por uma grupo para um almoço de negócios. Mas houvera um contratempo e o almoço foi cancelado. Como já estava lá e com fome, resolvi comer sozinha. Sentei-me a uma mesa e, ao lado, havia um homem sozinho. Me acomodei e quando estava olhando o cardápio ouço uma voz bonita e masculina 'Belos muranos'. 

Eu estava usando um colar de pedras legítimas de cristais de Murano e achei surpreendente o comentário. Acabei sorrindo e perguntando como ele sabia que eram muranos. A conversa ia se desenvolvendo até que ele perguntou se eu não gostaria de mudar para sua mesa, já que ambos estávamos sozinhos. 

Eu aceitei e a atração mútua se fez evidente. Ele era médico, disse-me que seu consultório era ali perto e perguntou se eu não gostaria de conhecer os vasos de murano que acabara de adquirir para a decoração. Transamos na sua mesa de trabalho, mas tivemos o cuidado de tirar o vaso para não quebrar. 

Ambos éramos casados e por isso nunca mais nos vimos. Tenho o colar até hoje e sempre lembro desse encontro inusitado quando olho para a bijuteria". E. 41 anos.

Leia também:

Anúncio google

Nenhum comentário disponível sobre este assunto