Baixa autoestima pode abrir as portas para a depressão

Jessica Krieger
A falta de amor próprio pode trazer ansiedade, insegurança, medo e uma série de outros sentimentos negativos

Frustrações, críticas e culpa podem gerar baixa autoestima.


Em um mundo onde qualquer desejo está a um clique, as pessoas estão cada vez mais tristes e estressadas. O que antes era visto apenas como um avanço tecnológico para ajudar nas tarefas cotidianas, mudou, e muito, a dinâmica da sociedade atual. As consequências:  excesso de cobrança pessoal e até mesmo baixa autoestima.

Esta obsessão por alcançar realizações de maneira veloz é uma das principais causas de frustrações e estresse – o que muitas vezes culmina na diminuição do amor próprio. “Se uma mulher se cobra por não ter filhos, alimentar a pressão não vai fazer com que ela tenha filhos. Ela vai acabar dando foco apenas para isso e esquecer-se dos outros fatores que corroboram para isso acontecer. Ou seja, vai acabar se frustrando”, exemplifica o psicólogo e coach João Alexandre Borba.

A frustração e a cobrança levam muitos a deixar o amor-próprio de lado e parar de lutar por seus objetivos. De acordo com a psicóloga Susi Andrade, do Hospital e Maternidade São Cristóvão, a autoestima pode ser definida como o valor ou apreço que uma pessoa tem por si mesma. A falta dela pode influenciar negativamente no alcance de metas profissionais, relações de amizade e também afetivas. “No dia a dia, isso afeta situações como entrevistas de emprego, discursos em público ou tentativas de relacionamento. O ideal para lidar com esse comportamento é ter a real percepção do que se está evitando”, explica. 

Como combater esse mal?

Para fugir desta conduta, é importante ter em mente quais hábitos ou situações causam estes sentimentos. E não basta simplesmente esquivar-se: é preciso enfrentá-los da melhor maneira possível, deixando as crenças negativas de lado a apostando em atitudes construtivas e positivas.

“Alguns livros de autoajuda podem auxiliar neste processo, como obras de Augusto Cury, por exemplo”, pontua Susi. “Atitudes simples como realizar pequenos desejos, desde a compra de uma roupa ou um novo corte de cabelo, também são importantes no processo de recuperação da autoestima”, completa. 

Para Borba, é necessário parar em alguns momentos e pensar em quais são seus planos para o futuro. “Saber identificar como você está se sentindo no momento pode te motivar a querer algo mais e mudar em direção a novos objetivos. Muitas pessoas têm receios de sair da sua zona de conforto, mas isso pode fazer muito bem e fazer com que o indivíduo alcance grande parte da felicidade que tanto procurava”, conclui.

Um bom exercício é lembrar-se das pequenas conquistas que a pessoa já teve no seu curso de vida e considerar os resultados positivos de todas essas vitórias. Se aquela sensação de falta de amor próprio ainda prevalecer, é importante buscar a ajuda de um terapeuta – ele poderá ajudar no processo de autoconhecimento e aprendizado com experiências passadas.  

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