Os segredos medicinais da ginko biloba

Ana Paula Cardoso

Planta medicinal original do oriente é eficaz para a tratamento de distúrbios circulatórios e pode até ativar a boa memória

Geralmente consumida em capsulas, Ginko biloba também pode ser encontrada seca para se fazer infusões. © iStcokphoto.com/aaron007


Árvore nativa da China, Coreia e Japão, a ginkgo biloba pode crescer até 40 metros e viver mais de mil anos. Além da natureza frondosa milenar, a planta medicinal é princípio ativo de alguns dos medicamentos fitoterápicos mais utilizados no mundo. E como se trata de um medicamento, é preciso seguir orientação de especialista antes de tomar.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a ginkgo biloba traz benefícios para o organismo nos seguintes casos:

  • vertigens e zumbidos resultantes de distúrbios circulatórios;
  • distúrbios circulatórios periféricos;
  • e insuficiência vascular cerebral. 

“Acredita-se também que esta planta atenue os problemas de memória devido ao envelhecimento, porém é necessário mais estudos para comprovar esta eficácia" informa Raiet Gebrin Domingues, nutricionista funcional e ortomolecular, pós-graduada em coach pela Profissional Nutrition Coaching

Como ingerir ginko biloba

As formas mais indicadas de tomar ginkgo biloba são como extrato seco padronizado em cápsulas de 40 a 240mg, em 3 doses por dia antes das refeições, e o pó das folhas trituradas, também em cápsulas de 600 a 900mg ao dia, em 3 doses antes das refeições. 

A diferença é que o extrato padronizado é mais concentrado que o pó. Também pode ser encontrado na forma de tinturas, pó a granel ou a própria planta seca para fazer a infusão.

É sempre importante checar a procedência e idoneidade do laboratório que produz a ginko biloba para consumo. Na embalagem dos produtos à base da planta, em geral disponíveis em lojas de produtos naturais, há que constar o registro de autorização da ANVISA.

Contraindicação para se ingerir ginkgo biloba

A ginkgo biloba em geral é uma planta segura, mas deve ser usada com cautela. Afinal, mesmo se tratando de um fitoterápico (remédio com base mais natural) não deixa de ser um medicamento. 

“Ao dilatar os vasos sanguíneos, pode provocar enxaqueca e aumentar a sensibilidade da pele, causando alergias. Por afinar o sangue, a planta também pode causar sangramentos. Antes de submeter um paciente a cirurgia, os médicos costumam pedir que cesse a ingestão da ginkgo biloba”, esclarece Raiet Gebrin

A ginkgo ainda pode levar a eventuais distúrbios gastrointestinais e queda de pressão arterial. Recomenda-se evitar o uso durante o primeiro trimestre de gestação. E seu uso durante a amamentação deve ter orientação médica.

“Por isso, é importante a orientação por parte de médicos, farmacêuticos e nutricionistas a pacientes sobre o uso correto de medicamentos fitoterápicos”, alerta a nutricionista.

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