Medicina ortomolecular tem como base combater os efeitos dos radicais livres

Ana Paula Cardoso

Conheça um pouco mais sobre o tratamento eficaz contra síndromes metabólicas, obesidade e outras doenças

Medicina ortomolecular combate combate radicais livres com medicamentos alopáticos e fitoterápicos. © iStockphoto.com/Elenathewise


Segmentos medicinais como a homeopatia e acupuntura já fazem parte da rotina de cuidados de muitos brasileiros e são inclusive reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Entre as opções alternativas à alopatia pura e simples, a medicina ortomolecular já ocupa um lugar de destaque como tratamento terapêutico no país.

Conforme dados da Associação Brasileira de Medicina Ortomolecular (ABMO), a denominação medicina ortomolecular existe desde as primeiras publicações na revista Science em 1968, pelo PhD e Professor Doutor Linus Carl Pauling (1901 -1994) - bioquímico, cientista, pesquisador e prêmio Nobel de Química.

"Ortho em grego significa correto, logo seria a molécula correta ou correção da molécula. O Dr. Pauling estudou o efeito dos radicais livres no corpo e como neutralizar esses efeitos quando deletérios. Assim como estudou o efeito do estresse oxidativo e suas consequências", explica o médico cirurgião e especialista em medicina regenerativa, Dr. Gilberto Kocerginsky.

Tratando o indivíduo e não somente a doença

A diferença entre a medicina ortomolecular e a medicina tradicional está relacionada tanto à maneira em que é feito o diagnóstico, como nos tipos de tratamento. Na medicina tradicional ocidental, o diagnóstico e tratamento normalmente são guiados por protocolos pré-definidos de tipo e tratamento da doença (daí as segmentações em especialidades).

Já na medicina ortomolecular, existe uma visão do indivíduo como um todo. De acordo com o Dr. Kocerginsky, nesta prática procura-se identificar os tipos de estresses oxidativos e alterações bioquímicas do organismo. Após desequilíbrios identificados, entra-se com arsenal terapêutico estendido.

Os medicamentos incluem desde nutrientes fitoterápicos, até mesmo recursos alopáticos. "Ambas as formas devem coexistir para melhor resultado. E é importante frisar que na medicina ortomolecular o tratamento pode ser curativo, paliativo e ou preventivo, de acordo com cada caso", ressalta o médico. 

Indicações da medicina ortomolecular 

Não há contraindicações para o tratamento ortomolecular, podendo ser seguido inclusive por gestantes. Os casos em que a medicina ortomolecular melhor atua são as doenças crônicas. Entre os distúrbios mais indicados encontram-se:

  • diabetes tipo 2;
  • síndrome metabólica;
  • obesidade;
  • neuropatias; 
  • doenças ou manifestações psiquiátricas;
  • algumas lesões agudas (traumas pequenos e fechados), na preparação de atletas. 

Os planos de saúde não reconhecem a medicina ortomolecular, pois este tratamento terapêutico ainda não consta como especialidade médica nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) e nem na classificação da Associação Médica Brasileira (AMB).

"Importante frisar que a medicina ortomolecular é uma prática médica, e não uma especialidade médica", lembra o Dr. Kocerginsky. Os custos de consultas variam entre os diversos profissionais, e podem custar de R$ 200 a R$ 1.200.

Os exames também têm preços variados e alguns já estão na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS), podendo ser cobertos pelos planos de saúde. Já os que não estão ainda lista da agência reguladora brasileira, podem ser feitos desde que sejam pagos em sistema particular.

Entre as análises ainda sem reconhecimento pela ANS, encontra-se a microscopia a fresco, um exame mais minucioso para detecção de bactérias e a natureza delas. "Ele pode custar R$ 100 até R$ 3500 ou mais, em casos de perfis genéticos e testes bioquímicos funcionais", informa o especialista.

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