Saiba como melhorar a memória  

Ana Paula Cardoso

Primeiro lembrete: o cérebro é um músculo e deve ser exercitado

Melhorar a memória tem ligação com bons hábitos e qualidade de vida. © iStockphoto.com/SIphotography


À medida que o tempo passa, percebe-se uma certa dificuldade em lembramos das coisas. Muitos atribuem isso ao envelhecimento, outros aos excessos de informação dos tempos modernos. Mas melhorar a memória engloba uma série de fatores.

Em primeiro lugar, é preciso saber que o cérebro é como um músculo. Ou seja, além de precisar se exercitar, também precisa de um corpo saudável para mantê-lo forte, a fim de se evitar as perdas de memória. Também é preciso desmitificar a relação entre esquecimento e envelhecimento.

"Não podemos interpretar a perda de memória como um fato inexorável associado ao envelhecimento. Existem pessoas com 85, 90 anos com a memória absolutamente íntegra, enquanto outras apresentam alterações muito mais jovem", afirma a médica psiquiatra Kátia Yoza.

O que provoca a falta de memória

Muita gente se preocupa logo em melhorar a memória, sem antes investigar as causas do esquecimento. Para os jovens, segundo a médica, a expressão mais adequada seria “dificuldade de memória”, pois raramente nesta faixa de idade ocorre uma perda real de memória.

As principais motivos da dificuldade em lembrar-se de fatos, ou qualquer outra coisa, ainda na juventude são:

  • ansiedade e depressão;
  • falta de sono adequado;
  • sobrecarga mental (estresse);
  • problemas nutricionais e hormonais (ex: hipotireoidismo);
  • falta de vitamina B 12;
  • uso de medicamentos;
  • uso de drogas (álcool, maconha, cocaína, tabaco). 

A médica lembra ainda que um acidente de carro pode também provocar amnésia traumática. "Há uma desaceleração no momento da colisão que faz com que o cérebro seja jogado violentamente para frente e para trás e se choque com a parte óssea da cabeça", diz a Dra. Kátia.

O efeito psicoemocional faz com que  o cérebro, por meio de um mecanismo de defesa, bloqueie as lembranças relacionadas ao trauma. Por consequência, outras partes da memória também podem ser apagadas.

Melhorar memória através da boa qualidade de vida

A parte mais incômoda é quando o esquecimento atinge um certo grau, em que não é mais possível reverter a situação. Trata-se da perda de memória que caracteriza a síndrome demencial.

"Esta é uma uma doença que prejudica o indivíduo a tal ponto que ele não consegue mais manter as funções social, pessoal e profissional", explica a médica. Vale ressaltar, porém, que o déficit de memória associado ao envelhecimento não é uma doença.

E, com alguns cuidados, é possível melhorar a memória desde cedo. Buscar uma boa qualidade de vida é, portanto, a palavra de ordem para manter o cérebro em boa forma, garante a psiquiatra Kátia Yoza.

Para a médica, as mais importantes atitudes para quem quer melhorar a memória são, em primeiro lugar:

  • praticar atividades físicas;
  • seguir uma dieta equilibrada;
  • manter o padrão de sono adequado.

A médica acrescenta que também são excelentes para melhorar a memória outras atitudes simples como:

  • montar um quebra-cabeça,
  • experimentar novas atividades relacionadas a dança, pintura, jardinagem;
  • aprender uma nova língua;
  • jogar vídeo game;
  • tocar instrumentos musicais; 
  • meditar; 
  • cultivar o convívio social.

"Atualmente, ainda existem aplicativos na internet que estimulam o cérebro", completa a psiquiatra. Mas quando a memória já começou a escassear, o jeito é fazer anotações, colocar lembretes e organizar de forma prática a casa. 

Manter uma rotina e sempre segui-la, usar a tecnologia para lembrar de horários de compromissos, de medicações, pedir ajuda aos familiares e conhecidos, são hábitos recomendados pela Dra. Kátia, para que a perda de memória não se transforme em perda de qualidade de vida.

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