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Emoção é a marca dos casamentos fora dos padrões

Cerimônias realizadas à base de poesias, ou celebradas por um filósofo e até por um amigo do casal têm sido a alternativa de quem deseja um casamento mais personalizado e envolvente

Casamentos não precisam se enquadrar em rituais para serem emocionantes.


Rituais personalizados e mais emoção na celebração é o que buscam casais que optam por cerimônias de casamento menos enquadradas nos padrões vigentes. Seja qual for o motivo que levou os noivos a escolher uma cerimônia alternativa – religiões diferentes, não ser as primeiras núpcias, etc – a ideia é sempre fugir um pouco da produção em série, quase industrial, que muitas vezes se torna a organização de um casamento. 

Quando Carolina Vizzotto e Steven Udsen decidiram se casar, pensaram em como poderiam mostrar aos convidados um pouco da sua história, em vez de aceitarem um formato pré-estabelecido de alguma liturgia.  “Nós tínhamos decidido pela festa, mas não queríamos algo religioso. Meu marido é agnóstico e eu espirita, religião na qual não há celebração. Pensamos em ter algo que gostássemos e que tivesse um mínimo de formalidade, para que não fosse apenas uma festa”, conta Carolina 

Pensando em realizar um casamento cuja celebração seja de fato a representação do amor do casal, muitos apelam para os amigos mais eloquentes, extrovertidos e que tenham o dom da palavra. Foi o caso de Carolina e Steven, que convidaram a amiga Carla Vergara, que até então era psicóloga de uma grande empresa e somente dizia poesias em comemorações. 


Carla aceitou por impulso, mas depois ficou preocupada em como conduziria o casamento da amiga. “Não seria apenas dizer poesias e pronto. Eu precisaria chamar as alianças, declarar que eles são marido e mulher, pois o beijo do casal é esperado pelos convidados. Acabei criando um roteiro e funcionou bem”, descreve Carla Vergara.

O casamento de Carolina e Steven causou tanta emoção que a produtora de vídeo responsável pela filmagem do evento sugeriu a cerimônia, conduzida por Carla, a um programa de TV sobre casamentos. Depois disso, ela começou a receber uma série de pedidos para celebrar casamentos à base de poesia.  

Com ritual, mas sem dogmas
As cerimônias e festas de casamento estão cada vez mais profissionais e acabam influenciadas pela sociedade consumista e veloz da atualidade. O momento do ritual muitas vezes funciona como se fosse para cumprir uma parte “chata”, antes da apoteose de bebidas, comida, dança e diversão proporcionada pela festa.

“Para não deixar o momento do ritual se tornar enfadonho e disperso, é preciso resgatar o significado e a razão pela qual o casal decidiu estar junto e querer celebrar a união”, afirma o filósofo , professor e também celebrante de casamentos não-convencionais, Emílio Terron.

Autointitulado como um sacerdote filosófico, Terron acredita que os casais o procurem porque querem rituais, mas nem sempre querem dogmas. “A filosofia ajuda a pensar o amor sem apequená-lo ou restringi-lo e acaba sendo tocante por isso. O ritual de casamento é um momento em que os presentes estão abertos a escutar sobre o amor. E através da experiência amorosa do casal, a emoção coletiva emerge. Cada um repensa sua própria vida amorosa”, explica o filósofo.

A história dos noivos
Usar as histórias dos encontros dos noivos como fio condutor da cerimônia é sempre o alicerce de uma cerimônia anticonvencional. E a liberdade de usar filosofia, poesias e outras inserções artísticas ou culturais acrescentam uma dose de identificação capaz de levar mesmo o mais racional dos convidados à comoção. 

“A poesia serve muito a isso: para criar um lugar onde os afetos circulem e que também é um lugar sagrado. Mesmo não sendo ligada à religião, a poesia é sublime, proporciona a transcendência e atravessa crenças e dogmas. Poesia é livre e é capaz de conectar, independente das crenças e valores individuais”, ilustra Carla Vergara.

“A família do meu noivo é americana. Muitos dos convidados não entendiam o português e mesmo assim se debulharam em lágrimas”, conta Carolina Udsen. E a informalidade não é sinônimo de falta de seriedade. Muitos convidados ficam surpresos e se envolvem com aquele ritual, como poucas cerimônias de casamento padronizadas são capazes de proporcionar.

Veja o vídeo do casamento de Carolina e Steven, celebrado por Carla Vergara.



Copyright foto e vídeo: iStock/Oui Filmes

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