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Obesidade pode tornar homens e mulheres menos férteis

Entenda como o excesso de peso é capaz de alterar o funcionamento do sistema reprodutivo de homens e mulheres, afetando os planos de uma futura gestação

Obesidade pode adiar o sonho de ter filhos.


A alimentação saudável e o bem-estar corporal não estão ligados apenas à manutenção da saúde do coração ou ao controle de pressão, diabetes e de outras doenças. O consumo excessivo de açúcar e gordura (especialmente a hidrogenada) e o aumento do peso podem afetar diretamente a fertilidade de homens e mulheres.
 
“Na gordura corporal, acumulam-se hormônios, tais como o estrogênio, que afeta o ciclo ovulatório feminino, propiciando a anovulação (ausência de ovulação). Dentro da mesma ideia, nos homens, o excesso de gordura no corpo afeta a produção dos espermatozoides”, explica a médica Simone Nogueira, especialista em reprodução humana pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).
 
Tema que ainda gera debates entre aqueles que defendem uma alimentação mais saudável e livre de aditivos nocivos ao organismo, a possível presença de hormônios em carnes de animais também pode ocasionar alterações hormonais no organismo humano. Assim como a gordura, “as carnes com hormônios também podem afetar a ovulação e a produção de espermatozoides”, complementa a especialista. 

As glândulas e a fertilidade

O funcionamento das glândulas, órgãos que produzem os hormônios, garante a liberação dessas substâncias na corrente sanguínea, chegando em outros órgãos para regular o funcionamento dos mesmos.
 
O que poucos sabem é que as alterações no funcionamento de glândulas podem afetar a fertilidade. Isso ocorre porque a ovulação e produção de espermatozoides são diretamente comandadas pela produção hormonal regulada pela hipófise, responsável por estimular e regular ovários e testículos.
 
Por isso, a endocrinologia tem sido uma área da medicina cada vez mais próxima dos estudos sobre reprodução humana. Por exemplo, uma falha na produção do LH e FSH, hormônios da glândula hipófise que estimulam os ovários, pode afetar os períodos férteis femininos
 
Outra glândula muito importante para o bom funcionamento dos órgãos reprodutores é a tireoide. A glândula localizada no pescoço, que regula o metabolismo em geral, desequilibra o organismo quando aumenta ou diminui seu funcionamento, causando o hiper e o hipotireoidismo.
 
Além da obesidade, a perda de peso extremo também pode interferir na fertilidade. “Mulheres excessivamente magras, com o Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo do considerado normal, ou as que sofrem de anorexia, não ovulam”, informa Silvana Chedid, especialista em reprodução humana da clínica Chedi Grieco Medicina Reprodutiva. De acordo com a médica, na situação de extrema magreza, o organismo começa a poupar energia e a ovulação passa a ser considerada como uma ação supérflua.
 

Quer engravidar? Atenção à alimentação

A alimentação equilibrada, com porções limitadas de carboidratos, legumes, verduras, frutas e proteínas, é a dieta mais recomendada para quem deseja ter filhos pelos meios naturais. “Vale lembrar que células são formadas por proteínas. Por isso, o alimento deve ser inserido em todas as refeições”, indica Simone Nogueira. 

No café da manhã e lanche da tarde, é aconselhado incluir um queijo magro, presunto magro, leite ou iogurte desnatados. Desta forma, se atinge a quantidade de proteína adequada, sem exceder na ingestão de gordura. No almoço e jantar, porções de peixe ou frango ou quatro claras e uma gema de ovo podem compor boas e saudáveis refeições proteicas.
 
Outra dica importante das especialistas aponta que a mulher não deve entrar sozinha na dieta. Como a obesidade afeta também a produção de espermatozoides, os homens devem se preocupar em cuidar da saúde para aumentar a fertilidade do casal. Uma vez engajados pela boa saúde, os dois terão mais chances de aumentar a família e viver melhor.
 
Copyright foto: iStok

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