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Clamídia: saiba como tratar e prevenir essa DST

Infecção atinge órgãos genitais reprodutivos e pode afetar homens, mulheres ou ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto

Preservativo é fundamental para prevenir a clamídia.


A clamídia é a doença sexual transmissível mais comum no mundo. A infecção atinge especialmente os órgãos genitais reprodutivos, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser responsável por doenças pulmonares

Doença assintomática

A doença pode ser assintomática, isto é, não apresentar sintoma durante vários anos. Entretanto, pacientes podem apresentar incômodos comuns, que duram aproximadamente 15 dias, como dores ou ardor ao urinar, aumento do número de micções e presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos do período menstrual e dor no baixo ventre.

Silenciosa, a clamídia pode afetar homens, mulheres ou ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto. Segundo o Dr. Carlos Del Roy, coordenador responsável pela Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Sepaco, a bactéria também pode causar corrimento vaginal sem odor, de cor clara e acinzentada, e nos homens, inflamações nos epidídimos e nos testículos, promovendo obstruções que impedem a passagem dos espermatozoides. 

Diagnóstico e tratamento

Ao menor sintoma de clamídia, é fundamental começar o tratamento, do contrário pode ser necessária a retirada das tubas uterinas e há riscos de quadros de aderências graves, como a síndrome de Fitz Hugh Curtis, além de infertilidade. Em casos mais severos, pode ser necessária a intervenção cirúrgica, chamada de videolaparoscopia operatória.

Se a mulher for infectada pela bactéria ainda durante a gestação, estará mais sujeita a partos prematuros e a abortos. Nos casos de transmissão vertical na hora do parto, o recém-nascido corre o risco de desenvolver um tipo de conjuntivite (oftalmia neonatal) e pneumonia. 

Para evitar o transtorno, explica o médico, o diagnóstico pode ser feito a partir da história clínica do paciente. Também são comuns exames de urina, da secreção uretral e do material obtido por esfregaço na uretra ou do colo do útero, além de exames que detectam os anticorpos anticlamídia.

Como não existe vacina contra a clamídia, a doença é tratada com o uso de antibióticos específicos e deve incluir o parceiro para evitar a reinfecção. Também é recomendável suspender as relações sexuais nesse período. Para finalizar, o médico alerta para a importância da prevenção da clamídia. “A prevenção se faz com uso de sexo seguro. Use preservativo sempre até que a haja uma relação de confiança entre os parceiros”, ensina o profissional. 

Copyright foto: iStock

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