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Histeria: neurose mais comum em mulheres que atrapalha a relação a dois

Especialistas explicam o que é histeria e por que o tratamento do distúrbio é fundamental para não afetar as relações amorosas

Histeria: neurose que atrapalha a vida de um casal.


Ser chamado de histérico certamente não soa como um elogio. Frequentemente tratado como um termo pejorativo nos diálogos coloquiais, a histeria chegou a ser considerada um distúrbio exclusivo de mulheres, cujas causas seriam necessidades sexuais frustradas.  

Atualmente, já se sabe que esta forma de neurose não afeta somente as mulheres, embora seja mais frequente entre elas. Também não se trata de uma doença relacionada a libido ou questões de ordem sexual. Mas as pessoas diagnosticadas com histeria apresentam um comportamento que afeta diretamente as relações sociais e afetivas. 

“A  histeria pode ser apresentada como um transtorno de personalidade que, entre suas características, estão as reações emocionais com intensidade extrema (overemotional, termo em inglês usado por psiquiatras), de forma teatral e dramática”, explica o médico psiquiatra e psicoterapeuta radicado em Londres, Dinesh Sinha.      

Como lidar com o histérico

Primeiramente, o parceiro precisa reconhecer que os sintomas da histeria são reais. A pessoa predisposta a apesentar este tipo de neurose manifesta egocentrismo, desejo de chamar atenção, baixa tolerância em ser contrariada e desequilíbrio. E o grande erro de quem convive com o histérico é não acreditar que as crises são verdadeiras.

“Os sintomas se manifestam de forma real, não são dissimulados. Quem passa por crise histérica pode sofrer desmaios, perda da voz, convulsões até cegueira temporária. São neuroses se manifestando de forma física, porque correspondem a defesas para ansiedades inconscientes”, aleta a psicoterapeuta Helena Monteiro.

Ao lidar com uma pessoa em plena crise de histeria, as dicas da especialista são:
  • mantenha-se calmo, mesmo que as provocações beirem o insuportável;
  • mostre-se firme e procure tranquilizá-la;
  • tome medidas práticas para tentar resolver o motivo desencadeante da crise;
  • afaste a pessoa histérica de observadores; 
  • nunca seja violento com alguém em crise de histeria, mas também não seja indiferente. Os dois extremos podem intensificar a crise;
  • dependendo dos sintomas físicos, leve-a imediatamente a um pronto-socorro.

O tratamento indicado para a histeria

Após passada a crise, será preciso conversar com a pessoa que vem apesentando o problema. Mas é recomendado evitar que a conversa se transforme em 'discutir a relação'. A questão deverá ser trabalhada de forma pontual, falando sobre o que aconteceu e sobre os motivos que podem ter levado ao descontrole.

“A terapia para tratar questões de histeria sempre envolve intervenções psicológicas, especialmente usando os princípios psicodinâmicos, em vez de uma abordagem cognitivo-comportamental. Medicamentos não são recomendados para transtorno de personalidade, a menos que existam outros problemas psiquiátricos acontecendo ao mesmo tempo”, orienta o Dr. Dinesh Sinha.

Tanto a prática de ioga como a da meditação é também recomendada para o tratamento da histeria. O restabelecimento de uma respiração regular e o relaxamento alcançado com estas técnicas são excelentes para o controle e até a cura da histeria.

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