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Gengivite: boa higiene bucal pode prevenir a doença

Mau hálito, gosto ruim na boca e dor ao mastigar são alguns dos sintomas da gengivite

Saiba como tratar e prevenir a gengivite.


A gengivite é uma inflamação da gengiva causada geralmente pela placa bacteriana, uma película viscosa e incolor de bactérias e restos alimentares que se forma nos dentes pela escovação deficiente ou pela falta do uso do fio dental.

Segundo a Dra. Aline Dias, dentista da A Clínica Oral, esta placa produz toxinas que irritam a mucosa da gengiva, causando a gengivite. Outros fatores também podem levar à doença, como alterações hormonais - sobretudo durante a gestação e puberdade -, o uso de certos medicamentos (antidepressivos, antiepilépticos) e algumas doenças como herpes labial, diabetes, epilepsia, AIDS, leucemia ou hipovitaminoses. 

Ainda de acordo com a dentista, a doença também pode ser causada por fatores genéticos, sendo recomendável, nesses casos, redobrar os cuidados com os dentes e a gengiva. 

Sintomas e tratamento

Quem sofre de gengivite pode presentar os seguintes sintomas:
  • gengiva sangrando facilmente durante a escovação ou durante o uso do fio dental; 
  • gengiva inchada, avermelhada ou dolorida; 
  • dentes que parecem mais longos devido à retração da gengiva; 
  • mau hálito; 
  • gosto ruim na boca; 
  • dente mole; 
  • dor ao mastigar; 
  • e dentes sensíveis às diferenças de temperatura entre quente e frio.

O diagnóstico de gengivite, explica Aline, é clínico. Consideram-se os sinais e sintomas da doença, as condições gerais de saúde do paciente e seu histórico familiar. “O dentista avalia a qualidade da higienização dos dentes, pelo acúmulo de placa e depósito de tártaro no dente e, em seguida, avaliará a situação das gengivas”, esclarece a expert.

Se descoberta ainda no estágio inicial, a doença pode regredir com uma boa técnica de escovação e o uso diário do fio dental. Em outros casos, o tratamento tem como principal objetivo eliminar o fator causador da inflamação gengival através da remoção da placa bacteriana e tártaro com raspagem acima e abaixo do contorno da gengiva com instrumental específico ou utilizando ultrassom. 

“A raspagem é seguida de alisamento da raiz e polimento dos dentes para eliminar os focos de infecção. A prescrição antibióticos e anti-inflamatórios pode ser um recurso terapêutico importante em alguns casos. A cirurgia periodontal pode ser necessária quando essas intervenções terapêuticas não surtem os efeitos desejados”, alerta a dentista.

Como prevenir?

Se a gengivite for descoberta ainda em estágio inicial, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que sustentam os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes, fazendo com que os dentes mudem de lugar, fiquem abalados ou com mobilidade, o que afeta a mordida. Neste caso, corre-se, inclusive, o risco de perder os dentes.

Por isso, a prevenção continua sendo o melhor remédio, explica Aline. “A melhor maneira de prevenirmos a gengivite é realizando uma ótima higiene bucal, pois assim evitaremos o acúmulo de placas, que são as grandes vilãs, responsáveis pela inflamação. Escovar os dentes após as principais refeições e o uso do fio dental diariamente são medidas essenciais para prevenir a doença e suas complicações”, finaliza a especialista.

Copyright foto: iStock

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