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As Olimpíadas são delas: conheça as mulheres que se destacaram na Rio 2016

Atletas do mundo todo deram um show nas competições das mais diversas modalidades, provando que os Jogos Olímpicos estão mais femininos do que nunca

O primeiro ouro do Brasil na Rio 2016 foi de Rafaela Silva, do judô.


Em todas as arenas e quadras de competição, os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão quebrando um recorde inédito e muito significativo: a quantidade de mulheres participando desta edição é a maior da história. Ainda que representem apenas 45% de todos os competidores, as atletas do mundo inteiro estão dando um verdadeiro show em solo brasileiro - provando que essas Olimpíadas são delas!

Muitas superaram dificuldades pessoais e até enfrentaram o preconceito para chegarem até aqui. No time brasileiro, as meninas representam inclusive grande parte da esperança de medalhas para o país - e a promessa já está se confirmando. 

Vencendo ou não, elas emocionaram as torcidas com toda a garra e determinação nas disputas, além de encantarem os espectadores por serem verdadeiras beldades em meio aos jogos. Diante de todo esse poder feminino, conheça na galeria a seguir as mulheres que se destacaram na Rio 2016.

Copyright foto: Markus Schreiber/AP/SIPA

Marta, jogadora de futebol do Brasil

A melhor do mundo é nossa: Marta, a estrela do time de futebol brasileiro.


Eleita cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo pela FIFA, Marta já é considerada uma heroína pela torcida brasileira na Rio 2016. Nos Jogos Olímpicos, tem duas medalhas de prata, conquistadas em 2004 e 2008, e agora segue rumo ao primeiro lugar do pódio, disputando as quartas de final com o time do Brasil.

Além de todas as conquistas, a alagoense é também a maior artilheira da história da Seleção Brasileira feminina e masculina - superando craques como Pelé, Ronaldo Fenômeno e Neymar. 

Copyright foto: CHINE NOUVELLE/SIPA

Katie Ledecky, nadadora dos Estados Unidos

Fenômeno nas piscinas: Katie Ledecky bateu o recorde mundial na Rio 2016.


A americana Katie Ledecky é um fenômeno nas piscinas olímpicas. Com apenas 19 anos, ela conquistou quatro medalhas de ouro e uma de prata na Rio 2016 e ainda bateu o recorde mundial dos 400 metros livre de natação, que era dela mesma. 

Superando todas as expectativas, a nadadora disputou sua primeira Olimpíada em 2012, em Londres, quando tinha apenas 15 anos. Por lá, Katie disputou apenas uma prova e saiu vitoriosa. Ela ainda deve surpreender muita gente nas próximas edições dos jogos.

Copyright foto: David J. Phillip/AP/SIPA

Gaurika Singh, nadadora do Nepal

A nadadora Gaurika Singh, do Nepal, é a atleta mais nova das Olimpíadas 2016.


A nadadora Gaurika Singh é a atleta mais nova das Olimpíadas 2016. Natural do Nepal, ela tem apenas 13 anos e foi uma das sobreviventes do terremoto que matou cerca de oito mil pessoas em sua natal, em maio de 2015. Pouco depois da catástrofe, ela batalhou por uma vaga olímpica no mundial de natação em Kazan, na Rússia.

Na Rio 2016, ela saiu vitoriosa em uma bateria classificatória dos 100 metros costas, mas acabou na 31ª posição na tabela final - uma grande marca para essa garota que ainda promete brilhar nas piscinas.

Copyright foto: Matt Slocum/AP/SIPA

Doaa Elgobashy e Nada Meawad, jodagoras de vôlei de praia do Egito

Mesmo sob o calor carioca, a dupla egípcia jogou com calça, camiseta de manga comprida e até véu.


Doaa Elgobashy e Nada Meawad formam a primeira dupla de vôlei de praia feminino do Egito. As meninas começaram a jogar na modalidade há apenas um ano e meio e estrearam nas Olimpíadas 2016 superando as barreiras culturais.

Mesmo sob o calor carioca, as atletas fizeram uma partida contra as alemãs jogando de calça e camiseta de manga comprida, porque são muçulmanas. Doaa usou também um véu (hijab), porque é de uma linha religiosa diferente de Nada. Mesmo perdendo o jogo, a dupla entrou para história olímpica do país.

Copyright foto: Marcio Jose Sanchez/AP/SIPA

Rebeca Andrade, ginasta do Brasil

Rebeca Andrade é um dos destaques da ginástica artística do Brasil.


Aos 17 anos, Rebeca Andrade é um dos destaques da equipe de ginástica artística do Brasil. Idolatrada pelo público das Olimpíadas 2016, a ginasta arrasou na disputa de solo ao som de Beyoncé e ainda foi a brasileira melhor colocada na classificação individual geral. Vale lembrar que ela ainda está se recuperando de uma lesão no joelho direito.

Copyright foto: Julio Cortez/AP/SIPA

Katinka Hosszu, nadadora da Hungria

A húngara Katinka Hosszu levou três medalhas de ouro e bateu um recorde olímpico na Rio 2016.


Outra estrela das piscinas olímpicas é Katinka Hosszu. Chamada de Dama de Ferro da Hungria, a nadadora é especialista no medley, por mandar bem em todos os estilos da natação, e já faturou muitas medalhas em mundiais.

Apesar de ter participado de outras três Olimpíadas, a húngara de 27 anos só estreou no pódio olímpico aqui na Rio 2016. E não foi pouca coisa: Katinka ganhou três medalhas de ouro e uma prata, e ainda bateu o recorde olímpico nos 200 metros medley. 

Copyright foto: Matt Slocum/AP/SIPA

Lee Eun-ju e Hong Un Jong, ginastas da Coreia do Sul e do Norte

Sem briga política: as ginastas Lee Eun-ju, da Coreia do Sul, e Hong Un Jong, da Coreia do Norte, posaram juntas para uma selfie.


Deixando de lado as diferenças políticas de seus países, as ginastas Lee Eun-ju, da Coreia do Sul, e Hong Un Jong, da Coreia do Norte, fizeram amizade na arena olímpica da Rio 2016 e ainda registraram o momento com uma selfie que emocionou o mundo inteiro.

Hong é uma atleta veterana, que ganhou a primeira medalha de seu país na ginástica artística nos Jogos de Pequim de 2008. Lee, por outro lado, tem apenas 17 anos e participou de sua primeira Olimpíada neste ano.

Copyright foto: Kim Do-hoon/AP/SIPA

Yusra Mardini, nadadora refugiada

A nadadora síria Yusra Mardini é uma das atletas do time de refugiados das Olimpíadas 2016.


Aos 18 anos, Yusra Mardini acaba de participar de sua primeira Olimpíada. Mesmo sem ter vencido as disputas dentro da piscina, o que chama atenção na história desta nadadora síria é que ela faz parte do time de 10 atletas refugiados que competem nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Foi justamente com a ajuda da natação que a jovem conseguiu escapar de uma guerra na Síria. Na época, ela e a irmã estavam fugindo para a Grécia em uma barco de 20 pessoas, mas tiveram de empurrar a embarcação a nado quando viram que ela ia afundar. Grande exemplo de superação e deteminação!

Copyright foto: Michael Sohn/AP/SIPA

Rafaela Silva, judoca do Brasil

Rafaela Silva é acolhida pela torcida depois de ganhar a primeira medalha de ouro do Brasil na Rio 2016.


Protagonizando um dos momentos mais emocionantes entre os atletas brasileiros, a carioca Rafaela Silva foi a responsável por ganhar a primeira medalha de ouro do Brasil na Rio 2016. Moradora da Cidade de Deus, a judoca superou a mesma rival que a eliminou nas Olimpíadas de Londres, em 2012, e encheu o país inteiro de orgulho.

A vitória de Rafaela serviu para calar todo o preconceito que ela sofreu ao longo de sua carreira esportiva, por conta de sua cor e de sua origem humilde. É ouro, Rafa! E é seu!

Copyright foto: Markus Schreiber/AP/SIPA

Ana Paula Rodrigues, atleta de handebol do Brasil

Ana Paula Rodrigues é a artilheira do handebol feminino na Rio 2016.


Desde o primeiro jogo nas Olimpíadas 2016 contra a temida equipe da Noruega, a maranhense Ana Paula Rodrigues mostrou que não está de brincadeira. Aos 28 anos, a central da equipe de handebol do Brasil já é considerada a artilheira da competição no Rio de Janeiro. 

Vivendo o melhor momento de sua carreira, a jogadora foi eleita em 2015 a melhor atleta de handebol do ano, no Prêmio Brasil Olímpico, promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Copyright foto: Matthias Schrader/AP/SIPA

Mayra Aguiar, judoca do Brasil

Depois da derrota, o pódio olímpico: Mayra Aguiar levou o bronze no judô.


Confirmando a força do Brasil no judô, Mayra Aguiar levou a terceira medalha do país nas Olimpíadas 2016. Campeã mundial na categoria meio-pesado até 78Kg, a atleta conseguiu a vitória olímpica apenas 15 minutos depois de perder o combate que a levaria para a disputa do ouro.

No Rio de Janeiro, a gaúcha de 25 anos, que é sargento da Marinha brasileira, conquistou seu segundo bronze olímpico ao derrotar a cubana Yalennis Castillo

Copyright foto: Markus Schreiber/AP/SIPA

Etenesh Diro, corredora da Etiópia

Após perder uma das sapatilhas, Etenesh Diro corre descalça na prova dos 3.000 metros com obstáculos.


A etíope Etenesh Diro protagonizou uma das cenas mais tocantes da Rio 2016. Enquanto disputava as eliminatórias dos 3.000 metros com obstáculos no atletismo, ela levou um pisão acidental de outra atleta e acabou perdendo uma de suas sapatilhas. Sem desistir, Diro tirou a meia do pé e continuou correndo descalça.

Com o apoio da torcida, a corredora concluiu a prova na sétima posição de sua bateria. Depois que cruzou a linha de chegada, ela comoveu o mundo ao chorar sentada no chão, sendo amparada por Hyvin Jepkemoi, que venceu a corrida. Diro acabou ganhando uma chance de participar da final por ter sido prejudicada por uma adversária e ficou com a 15ª posição.

Copyright foto: SIPANY/SIPA

Poliana Okimoto, maratonista aquática do Brasil

Bronze na maratona aquática, Poliana Okimoto é a primeira mulher a ganhar uma medalha para o Brasil nos esportes aquáticos.


Ainda pouco conhecida pelo público, a maratona aquática foi disputada pela terceira vez na história das Olimpíadas aqui no Rio de Janeiro. E com apenas três edições, o Brasil levou sua primeira medalha na modalidade graças à paulista Poliana Okimoto.

A brasileira, que havia terminado a prova em quarto lugar, ganhou o bronze na competição depois que a francesa Aurelie Muller, que chegou em segundo lugar, foi punida e desclassificada pela comissão técnica. 

Vale dizer que, nos Jogos de Londres em 2012, a nadadora teve de abandonar a disputa por conta de uma hipotermia. Com a vitória na Rio 2016, Poliana se tornou a primeira mulher a conquistar uma medalha para o país nos esportes aquáticos.

Copyright foto: David Goldman/AP/SIPA

Simone Biles, ginasta dos EUA

A impressionante Simone Biles, dos EUA, levou três medalhas de ouro na Rio 2016.


O público das Olimpíadas 2016 testemunhou o surgimento de mais uma lenda no esporte mundial: a norte-americana Simone Biles. Com 19 anos e 1,45m de altura, a ginasta já é considerada a mais completa da modalidade, já que se consagrou campeã do individual geral, prova que reúne os quatro aparelhos da ginástica artística (salto, barras, trave e solo). 

Biles também levou o ouro no geral em equipe, no solo e no salto, onde conquistou uma nota raríssima, de 16.033. Em sua primeira Olimpíada, a ginasta não demorou a ser comparada a outros grandes atletas. Mas a garota mostrou que veio para fazer sua própria história. “Não sou o próximo Usain Bolt, nem Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles”, afirmou em meio às disputas.

Copyright foto: Dmitri Lovetsky/AP/SIPA

Martine Grael e Kahena Kunze, velejadoras do Brasil

As campeãs brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze.


Confirmando o favoritismo na Rio 2016, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze levou medalha de ouro na primeira Olimpíada de suas carreiras. Amigas desde a adolescência, as duas atletas foram as grandes vencedoras da prova de vela, classe 49er FX, e deram mais um pódio para o Brasil nos jogos.

Com a vitória, Martine conquistou a oitava medalha olímpica para a família Grael, dos campeões Lars, seu tio, e Torben, seu pai. Assim como a parceira, Kahena também é filha de um ex-velejador premiado: Claudio Kunze. Talentosas, as brasileiras já foram eleitas as melhores velejadoras do mundo e conquistaram o campeonato mundial de vela de 2014, na Espanha. 

Copyright foto: Gregorio Borgia/AP/SIPA

Corredoras Abbey D'Agostino, dos EUA, e Nikki Hamblin, da Nova Zelândia

Espírito olímpico: Abbey D'Agostino e Nikki Hamblin se ajudam na pista de corrida.


Duas adversárias do atletismo se tornaram símbolo do espírito olímpico na Rio 2016. Durante a disputa da semifinal dos 5.000 metros, as corredoras Abbey D'Agostino, dos EUA, e Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, acabaram se chocando e caíram na pista quando faltavam menos de 1.600 metros para o fim da corrida.

O que se viu em seguida surpreendeu a todos na plateia: a americana se levantou e, ao ver a colega no chão, desistiu de sair correndo e a ajudou a se reerguer. No entanto, a própria Abbey havia torcido o tornozelo e estava com dificuldade para continuar.

Foi então que Nikki permaneceu ao seu lado, acompanhando a parceira de corrida e até parou para ajudá-la. Graças ao apoio de uma com a outra, as duas finalizaram a prova e ainda ganharam a chance de disputarem a final.

Copyright foto: SIPANY/SIPA

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